quarta-feira, 6 de julho de 2011

promessa é dívida!

Bem amigas, como disse que passaria a receita do risoto de funghi da Lele (filha), estou aqui especialmente para isso. Como vocês me pediram a receita do macarrão do dia dos namorados, também vou explicar tudo direitinho depois do risoto. Na verdade essa é uma receita da Nathalia (nora) e foi ela quem me repassou. E para fechar a conta, vou disponibilizar a delícia de molho para salada feito pelo filho, e que eu a-do-rei!
Se prepara aí, pega papel e caneta, para anotar tuuudo!!!!

Receita do Risoto de Funghi Secchi - feito pela filha

Ingredientes:
-1/2 kg de arroz arbóreo
-2 litros de água
-4 tabletes de caldo de carne
-2 colheres de sopa de manteiga
-1 cebola média ralada ou bem picadinha
-1 taça de vinho tinto
-50 gramas de funghi secchi (equivalente à quantidade de uma xícara cheia)
-50 gramas de queijo parmesão ralado (1 pacotinho comprado já ralado)

Modo de fazer:
Colocar o funghi secchi (picado em pedacinhos menores para que não precisem de cortar depois de servir no prato) de molho na água filtrada morna (1/2 xícara) por cerca de 30 minutos.
Numa panela ou canecão ferver os 2 litros de água e dissolver os 4 tabletes de caldo de carne.

Na panela do tipo woc (veja a foto), coloque uma colher de sopa de manteiga e a cebola para dourar. Para não deixar a manteiga queimar e escurecer, acrescente um fio de azeite ou óleo de soja.
Coloque o arroz arbóreo e refogue; depois regue com o vinho tinto e deixe que ferva e evapore todo o vinho.


Junte agora o funghi secchi junto com a água do molho e deixe evaporar mexendo com uma colher.

Vá acrescentando com uma concha o caldo de carne preparado, mexendo sempre e colocando mais caldo sempre que for secando a panela.
Quando o arroz estiver cozido (sem deixar amolecer muito), depositar 1 colher de manteiga gelada no meio da panela por cima do risoto, e ir mexendo a receita pelas bordas misturando a manteiga que for derretendo lentamente. Este é um truque culinário para dar brilho ao risoto!


Assim que desligar o fogo, salpicar o queijo parmesão por cima do risoto. O prato deve ser servido de imediato, bem quente, enquanto está cremoso e macio!


Receita do macarrão ao creme com presunto e ervilhas - feito pela nora Nathalia
Ingredientes:
-1/2 kg de macarrão talharim (aqui no ES usamos o da Villoni)
-1 caixinha de molho 4 queijos comprado (quase) pronto no supermercado
-300 gramas de presunto fatiado cortado em tirinhas com uma faca
-1 lata de ervilhas (lavadas e escorridas)
Modo de fazer:
A receita aqui é muito simples: ferva a água com um fio de óleo e coloque o macarrão para cozinhar, até que ele fique "al dente". Lave e escorra o macarrão, reserve.
Prepare o molho 4 queijos de acordo com as instruções da caixinha, que deve ir ao fogo por mais ou menos uns 3 minutos. Junte o presunto e a ervilha, misture e prove o sal para acertar se for preciso. Tire do fogo e misture ao macarrão. Depois escolha uma travessa para servir à mesa e despeje com cuidado, arrumando com uma colher.
Agora é só comer e gostar!!!


Receita do molho "honey mustard" para saladas - feito pelo filho (do meio)
Ingredientes:
-2 colheres de sopa de maionese light
-1 colher de sopa de mostarda
-1 colher de sopa (rasa) de mel
-azeite, sal e pimenta do reino à gosto

Modo de fazer: Ai que difícil! Pega todos os ingredientes e mistura num potinho e arrume na mesa, ao lado da salada! E fica com um sabor incrível, pode acreditar!!!!

Promessa cumprida, espero que gostem e experimentem!
Bjinhos da amiga daqui!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Do lugar que sobra...

Gente, o post de hoje é para ler e pensar, analisando como as coisas podem ser simples ou complicadas, basta saber o ângulo da visão ou do desejo...
Esta é uma crônica publicada na revista.AG do jornal "A Gazeta" deste domingo, dia 03/07/2011. O jornal referido é de grande circulação aqui no estado do Espírito Santo. A autora é Maria Sanz Martins. Absorvam as palavras e as comprovações dos exemplos dados por ela!

Do lugar que sobra

Quando existe lugar vago, o que está ocupado não é disputado (Essa é uma tendência, não uma regra).

Ora, com outro assento disponível, é preciso uma boa justificativa, ou uma enorme força de vontade, para brigar pela vaga tomada.

Claro, nossos ancestrais foram muito mais competitivos que isso. Como se sabe, mesmo com a Terra inteira para ser explorada, eles viviam se engalfinhando em guerras e cruzadas, pelo domínio do maior volume possível de espaço. Hoje, teoricamente, mais civilizados, aprendemos a preservar os predicados da vida e somos, desde o nascimento, encorajados a economizar inimigos e evitar conflitos. Estamos programados para, depois de agarrar a melhor fatia que estiver disponível, torcer para não sermos incomodados.

Mais ou menos assim: quando o ônibus vem de lá apinhado, a gente fica agradecido por poder sentar naquele único banco vago e segue viagem satisfeito da vida. Mas, se por outro lado, a condução chega vazia, a gente fica procurando o assento ideal, depois segue viagem tenso, na expectativa de que ninguém se sente ao nosso lado.

Donde se conclui que, paradoxalmente, ficamos mais relaxados num ônibus lotado!
Como acontecia com nossos caros ancestrais, excesso de opção deixa o sujeito fominha, estressado. Já hoje, com o mundo absolutamente tomado, ficamos, eu diria... acomodados.
De modo geral, quase tudo funciona assim. Por exemplo, na família, quando nasce o segundo filho, ele não tem tanto trabalho: ocupa, naturalmente, o lugar que ainda estiver vago. Se o primogênito for o estudioso e comportado, o segundo vai ser o bagunceiro e levado; se a filha mais velha for a temperamental e ousada, provavelmente, a outra será a doce e delicada. Também não é só a coincidência que explica que na maioria dos casais, quando um é generoso, o outro acaba sendo mais egoísta; um, mais nervoso, o outro, ponderado; um corajoso, o outro, mais medroso.

No cotidiano, discretamente, também nos moldamos. Aliás, tem uma que eu mesma sempre faço: quando há na mesa alguém muito, mas muito engraçado, falante ou metido a gaiato, sem querer, acabo recolhendo minha própria graça. Não só por preguiça - aliás, sou competitiva à beça -, mas não é qualquer coisa que me arrasta pra guerra.

- Agora, quer ver um caso mais sério?

Na América do Norte, foi constatado que as mulheres estão ocupando lugar de maioria no mercado. Elas são a nova força de trabalho e, muitas vezes, também as provedoras da casa. Assim, não é de se estranhar que os pesquisadores estejam preocupados com o papel do gênero masculino neste novo quadro.

Um sintoma grave, segundo um dos psicólogos mais respeitados do mundo, Philip Zimbardo, da Universidade de Stanford, é a fuga masculina da realidade. Em busca de estímulos, os homens estão se refugiando em mundos alternativos. Estatísticas apontam um número significativo nos níveis de envolvimento com internet, vídeo game e pornografia; e outro percentual alarmante no número de casos de abandono dos estudos e postos de trabalho.

Fugir parece mesmo uma alternativa, já que não deve ser nada fácil digladiar com a "mulher-Golias" de hoje em dia.

-Esta situação pede o espírito de Davi!

Você sabe, seja na América ou aqui, não tem coisa mais chata que homem acomodado. Acuado com essa nova atitude feminina de vir para cima; de ser mandona; de querer pagar a conta; e de ser, enfim, uma gigante.

Sim, ao meu ver, a mulher-faz-tudo está precisando de um "chega pra lá".

Mas, cuidado! Não esperamos que nos peçam para sair desse lugar - arduamente conquistado - aos berros. Isso seria inútil, além de indelicado.

O que nós secretamente desejamos é que nos peguem pelas mãos e nos conduzam, com carinho, até um assento mais confortável, mais calmo e com uma vista mais agradável.

E, finalmente, que o lugar do homem seja sempre o de um herói que nos resgate do caos instalado por essa nossa tentativa enlouquecida de ocupar todos os espaços.

Bem, agradeço a sua atenção e paciência por este longo post, mas achei que valia a pena dividir com todos essa leitura com tantas análises e constatações da atualidade.
Nada precisa ser encarado como regra, são apenas mudanças que precisam ser adequadas às novas exigências do mundo moderno.
E meu desejo é que as mulheres e os homens, estejam muito em breve, numa posição equilibrada satisfazendo as necessidades e realizações de cada um, sem que para isso haja detrimento do outro, que ninguém quer que seja apenas um ser acomodado e sem graça...
Bjsss

sexta-feira, 1 de julho de 2011

São Roque de Maravilha

Complementando meu último post, quero mostrar mais um pouquinho de um pequeno paraíso chamado São Roque de Maravilha. Já falei deste lugar no ano passado, nesta mesma ocasião em que fomos lá.
Apesar de ser um pequeno vilarejo, tem sua economia voltada para o turismo, oferecendo muitas vagas para quartos e suítes simples, aconchegantes e bem cuidados. Num clima fresco e agradável, característico das montanhas do estado do Espírito Santo, pode-se aproveitar das delícias culinárias preparadas, geralmente, pelas donas das pousadas.
Um lugar para esquecer da pressa, do stress, e descansar ouvindo só o "barulho" da natureza!
E vou mostrar hoje um lugar especial para curtir toda a paz e a hospitalidade de sua gente: a Pousada Zucolotto! Vocês vão ver pelas fotos alguns detalhes que captei com a minha máquina fotográfica. Porque bom mesmo é desfrutar da companhia e das conversas agradáveis com os donos de lá, o Carlinhos e a Márcia.
Elogiá-los é pouco para tudo de bom que eles nos transmitem e deixam à vontade, nos sentindo inteiramente em casa!


A placa ao lado da estradinha de chão indicando as pousadas

Este é o jardim frontal da Estalagem Zucolotto, visto do varandão
onde funciona o restaurante


Piscininha com água de nascente para as crianças

Vasinho de begônia em cima da mesa (fui conferir se era mesmo de verdade!)

As mesas e bancos rústicos do restaurante no varandão

Uma cortininha de juta com detalhes em chitão na entrada do lavabo

Os tonéis de ferro pintados viraram objetos de decoração num canto da sala

O cantinho do fogão à lenha onde são preparadas as delícias da Márcia


Na mesinha, uma bandeja com os licores da região

Experimentei o licor de maracujá que estava divino!

Na ponta do mesão de madeira, Carlinhos nos ofereceu um naco de
linguiça de porco produzida por um vizinho

Tudo isso ao lado do balde de alumínio com uma pimenteira
carregadinha e cheirosa!

São Roque de Maravilha fica na zona rural do município de Alfredo Chaves e vale a pena uma visita para conhecer e se encantar!!!
Bjsss